
Na foto acima eu estou usando o estilo de sari mais comum utilizado pelas mulheres indianas, a ponta final é presa ao redor da cintura, em seguida, drapea-se parte do tecido de forma que as pernas tenham livre movimento, novamente transpassa-se o tecido ao redor da cintura, mas dessa vez em direção ao ombro, prende-se com um broche deixando o lenço livre para cobrir a cabeça ou parte do outro ombro, se preferir deixa-se solto.
Origem do Sari
A história do vestuário indiano, propriamente o sari, floresceu em 2800-1800

Na antiga tradição indiana e no Natya Shastra (um antiga escritura indiana descrevendo dança e o figurino), o umbigo do Supremo Ser é considerado a fonte de vida e da criatividade, portanto, o diafragma, deve ser deixado nu pelo Saree. Alguns historiadores acreditam que o traje masculino dhoti, que é a mais antiga peça drapeada indiana, é o precursor do sari. Dizem que até o 14º século, o dhoti foi usado tanto por homens como por mulheres. Esculturas das escolas de Gandhara, Mathura e Gupta mostram Deusas e dançarinos vestindo o que parece ser um dhoti.
Um ponto de particular controvérsia é a história da choli, ou blusa do sari. Alguns pesquisadores afirmam que esta não era conhecida antes dos britânicos chegarem na Índia, e que foram introduzidas para satisfazer a tradição vitoriana, que era totalmente puritana. Anteriormente, as mulheres usavam apenas um pano drapeado e casualmente mostravam a parte superior do corpo e mamas. No Sul da Índia, é de fato documentado que as mulheres de muitas comunidades usavam apenas o sari, mostrando a parte superior do corpo até o século 20. Referências de trabalhos como Shilappadikaram indicam que uma única peça de vestuário inferior servia como vestuário, deixando o peito e o diafragma completamente descoberto. Ainda hoje, as mulheres em algumas áreas rurais não usam cholis.
Cores e estamparias
Algumas cores utilizadas pelas mulheres indianas, principalmente no que se refere a sari tem muito significado: vermelho representa o fogo, laranja o nascer do sol, ocre o sangue, rosa a mãe terra, verde a mãe natureza.
Como a Índia é um país com muita diversidade varia-se o tipo de estamparia utilizada de acordo com a região, em Haryana e partes de Uttar Pradesh e Rajastão, se usam saris estampados com desenhos chamativos, usualmente com flores grandes e em cores brilhantes, como: laranja, azul turquesa, rôxo e amarelo. Entretantos os saris deste país tem tons mais suaves com desenhos geométricos. Para festas importantes e casamentos se usam saris de seda bordados, como os que são fabricados em Varanasi e Kajinvaram, um pequeno povo na região de Madras. Antigamente esses tecidos eram produzidos com fios de ouro e prata, atualmente se usam metais mais econômicos, entretanto a qualidade e beleza destes ainda continua a mesma, passada de geração em geração.
Om Sai Ram!!!
Nara Freire.
Fonte: wikipedia e La India (leyendas y costumbres).